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O que é um family office e quando vale a pena ter um

06 outubro 2026

Um family office é uma estrutura dedicada a cuidar do patrimônio de uma família em sua totalidade. Ele reúne em um só lugar a gestão dos investimentos, o planejamento sucessório e tributário, as estruturas e os bens no exterior e a organização societária da família. Diferentemente de um banco ou de uma corretora, que oferecem produtos, o family office trabalha do lado da família: sua função é coordenar, com independência, as decisões que envolvem o patrimônio como um todo.

O modelo costuma fazer sentido quando o patrimônio ganha complexidade. Ativos distribuídos em mais de uma instituição ou em mais de um país, empresas da família, imóveis, gerações com necessidades distintas. Nesse estágio, a questão deixa de ser escolher bons investimentos isoladamente e passa a ser organizar o conjunto, com uma visão única e um interlocutor que responde apenas à família.

Como funciona um family office na prática

Na Turim, o trabalho começa pela consolidação: enxergar todo o patrimônio em um só relatório, independentemente de onde cada ativo está custodiado. A partir dessa visão, o family office define com a família uma política de investimentos e a executa com estratégia, pesquisa e gestão de risco próprias, da alocação estrutural e tática à seleção de gestores, com acesso a investimentos ilíquidos e de impacto, negociando custos e acompanhando os resultados ao longo do tempo.

A segunda camada vai além dos investimentos. Planejamento sucessório, tributário e filantrópico, no Brasil e no exterior. Coordenação contábil, da revisão das declarações de imposto de renda às declarações ao Banco Central e aos balanços das estruturas. Compliance de estruturas no exterior, da incorporação à manutenção, incluindo obrigações como FATCA e CRS e o relacionamento com agentes, contadores, advogados e bancos. Apoio em temas de mobilidade internacional, como outras cidadanias, vistos de investidor e mudança de residência fiscal. Em muitas famílias, o family office também conduz a governança: os acordos, os fóruns de decisão, a educação financeira e a preparação das próximas gerações.

Qual a diferença entre single e multi family office

O single family office é uma estrutura montada por uma única família, com equipe própria e dedicação exclusiva. Funciona bem para patrimônios muito grandes, que justificam o custo de manter profissionais de investimento, jurídico e operações em caráter permanente.

O multi family office atende um conjunto de famílias com a mesma lógica de trabalho, diluindo entre elas o custo de uma equipe sênior e de uma infraestrutura que poucas famílias conseguiriam sustentar sozinhas. Para a maioria das famílias com patrimônio relevante, é o formato que equilibra profundidade e custo.

Quando um family office faz sentido

Alguns sinais indicam que a estrutura de gestão de patrimônio passou a ser necessária. A família já não consegue enxergar o patrimônio inteiro com clareza. As decisões de investimento acontecem instituição por instituição, sem uma política que as unifique. A sucessão começou a aparecer nas conversas e ninguém coordena o tema. Há ativos no exterior, empresas ou imóveis que pedem acompanhamento técnico constante.

Também há situações em que o family office ainda é desnecessário: patrimônios concentrados em poucos ativos simples, em uma única instituição, tendem a ser bem servidos por estruturas mais leves. A honestidade sobre esse ponto é parte do trabalho de qualquer casa séria.

A experiência da Turim

Uma família com patrimônio relevante costuma lidar com uma rede extensa de prestadores ao mesmo tempo, entre gestores, bancos, contadores e advogados no Brasil e no exterior. O modelo da Turim concentra essa coordenação em um único interlocutor, que conhece a história da família e responde pelo conjunto.

Na gestão dos investimentos, a casa trabalha com estratégia e pesquisa próprias, gestão de risco e alocação estrutural e tática, além de um programa dedicado a investimentos ilíquidos e a investimentos de impacto.

Nas frentes patrimoniais, o trabalho cobre o planejamento sucessório, tributário, fiscal e filantrópico, no Brasil e no exterior. Inclui a coordenação contábil, da revisão da declaração de imposto de renda às declarações ao Banco Central e aos balanços das estruturas, e o compliance das estruturas no exterior, da incorporação à manutenção, com as obrigações de FATCA e CRS e o relacionamento com registered agents, contadores, advogados e bancos locais. Cobre ainda a mobilidade internacional das famílias: outras cidadanias, vistos de investidor e mudança de residência fiscal.

A governança familiar completa o escopo, com educação financeira, preparação das próximas gerações e programas próprios de formação, como as imersões de verão (Summer Program) na Turim.

Leia também: [Family office independente: o que significa e por que importa] · [Como escolher um family office]

 

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