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Visão Turim

05 agosto 2021

Julho foi um mês marcado por imprevistos nos cenários #inflacionário, #fiscal e de #políticamonetária do país. Estes foram alguns dos assuntos de destaque abordados no webinar #VisãoTurim, realizado nesta quarta-feira.

“O mês deu sequência à toada de surpresa inflacionária, pressionada principalmente por preços de commodities e depreciação cambial”, avalia o nosso sócio Nelson Abrahao. “Além disso, uma conjunção de fatores como disrupção nas cadeias globais, aumentos nas tarifas de combustíveis e a crise hídrica também contribuíram para a alta”.

É por conta dessas surpresas, explica Abrahao, que o Banco Central está atuando em um movimento de alta de #juros – e o Copom pode anunciar no fim do dia mais uma elevação da Selic, a taxa básica de juros do país.

“O objetivo é manter as expectativas de inflação e a #inflação dentro da meta de 3,5% em 2022. Para isso, o BC deve acelerar o movimento de alta de juros da Selic, para chegar ao nível neutro, visando a deixar a inflação dentro do projetado”.

Para Abrahao, somam-se aos fatores anteriores o risco fiscal, que, após breve período de alívio, voltou à cena. Com o início das discussões sobre o Orçamento de 2022, o principal risco que entrou no radar foram os gastos com precatórios, considerados despesa obrigatória, com um volume bem maior do que os cerca de R$ 54 bilhões projetados para este ano, aproximando-se de R$ 90 bilhões.

“O governo já anunciou que está focado em aumentar a cobertura de programas sociais, após o término dos auxílios. Agora, com a alta da inflação, é possível que os precatórios possam consumir todo espaço no teto de gastos e limitar o raio de ação do governo para ampliar despesas”, conclui.

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