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Visão Turim

Um encontro mensal com nosso time sobre mercados e estratégias

06 maio 2026

O Visão Turim de maio reuniu Henrique Santos, CFA (Sócio e Head Portfolio Manager), Thiago Campos (Economista) e Eduardo da Rocha Lopes, CFA (Analista de Ativos Líquidos) para discutir os desdobramentos recentes do cenário global, os impactos do conflito no Oriente Médio, a dinâmica da política monetária global e brasileira, além dos principais movimentos nos mercados.

Destaques:

• Geopolítica e petróleo: o fechamento do Estreito de Hormuz segue pressionando as expectativas de inflação e crescimento global, especialmente em economias mais dependentes da importação de petróleo, como a Zona do Euro.

• Mercados globais: apesar do cenário geopolítico incerto, o mercado de ações seguiu apresentando boa performance no mês, refletindo uma combinação entre revisões positivas nas expectativas de lucro e expansão de múltiplos. No caso do S&P 500, toda a alta acumulada desde o início do ano pode ser atribuída à revisão dos lucros, enquanto os múltiplos ainda acumulam alguma contração.

• Política monetária: as últimas decisões dos principais bancos centrais não surpreenderam em relação à direção das taxas de juros, mas reforçaram a necessidade de maior cautela diante dos efeitos do conflito no Oriente Médio. No caso do Fed, em particular, a reunião de abril também foi a última sob a liderança de Jerome Powell, cujo mandato se encerra em 15 de maio, embora ele permaneça como membro votante do comitê por prazo ainda indefinido.

• Brasil: após mais um corte de 25 pontos-base na reunião de abril, levando a taxa para 14,5% a.a., o Copom seguiu ajustando o tom na direção de um ciclo de calibragem ainda mais moderado para a política monetária. Na ata, o Comitê enfatizou reconhecer os efeitos defasados do aperto monetário também sobre o mercado de crédito, mas reforçou o compromisso de combater os “efeitos de segunda ordem do choque de oferta do petróleo e seus derivados”.

• Crédito: a abertura de spreads se refletiu em mais um mês de performance fraca para os principais índices de crédito do mercado local, inclusive em papéis incentivados. Ao mesmo tempo, voltamos a observar aumento nos resgates, resultando em fluxo negativo para a classe no mês de abril.

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